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	<title>Infinity Energias - Mercado Livre de Energia - Setor Energético</title>
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	<description>Garantimos redução de custo com energia elétrica.</description>
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	<title>Infinity Energias - Mercado Livre de Energia - Setor Energético</title>
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		<title>A expansão da matriz renovável e seus riscos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Infinity Energias]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jun 2023 12:04:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ENERGIA ELÉTRICA]]></category>
		<category><![CDATA[MODELAGEM]]></category>
		<category><![CDATA[SETOR ELÉTRICO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sabemos que não existe um modelo de planejamento energético 100% eficaz (dado o cenário de 2021 e os dias atuais). A matriz predominantemente renovável não deixa de ser um projeto essencial para o desenvolvimento sustentável, porém, é preciso ficarmos atentos. Não seria o momento deixar de lado o emocional e focar no racional?</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em 2021 pouco se apostava que haveria uma sobreoferta de energia elétrica tamanha como atualmente, pelo contrário, foi considerado um cenário de possível racionamento, contratações emergenciais foram feitas (como o famoso Procedimento Competitivo Simplificado) e o custo marginal de operação chegou a exceder R$3.000,00/MWh em agosto. As chuvas do final desse mesmo ano deram início a uma condição positiva jamais imaginada de reservatório. Em maio de 2022, todos os subsistemas apresentavam volumes maiores que 60% do armazenamento total.&nbsp;O PLD (Preço da Liquidação das Diferenças) foi para o mínimo e não sofreu grandes variações, reflexo da <strong>segurança energética</strong> atual e da <strong>sobreoferta de energia</strong>.</p>



<p>O preço da energia elétrica calculado pelos modelos de planejamento da operação é composto por duas parcelas: o custo presente e o custo futuro, conforme mostra o gráfico abaixo. A primeira parcela é referente às decisões do presente e a segunda as adotadas no futuro, no entanto, como o sistema brasileiro é predominantemente hídrico, essas variáveis são dependentes no tempo (dilema do uso da água).</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Cálculo do Custo Total</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://www.infinityenergias.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Captura-de-tela-2023-06-26-171007-1-1024x578.png" alt="" class="wp-image-4744" width="572" height="323" srcset="http://www.infinityenergias.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Captura-de-tela-2023-06-26-171007-1-1024x578.png 1024w, http://www.infinityenergias.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Captura-de-tela-2023-06-26-171007-1-300x169.png 300w, http://www.infinityenergias.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Captura-de-tela-2023-06-26-171007-1-768x433.png 768w, http://www.infinityenergias.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Captura-de-tela-2023-06-26-171007-1.png 1218w" sizes="(max-width: 572px) 100vw, 572px" /></figure></div>


<p class="has-text-align-center">Fonte: <a href="https://www.cgti.org.br/publicacoes/wp-content/uploads/2016/01/INCORPORAC%CC%A7A%CC%83O-DA-CURVA-DE-AVERSA%CC%83O-A-RISCO-NO-MODELO-NEWAVE.pdf">Kligerman et al, 2005</a></p>



<p>Dessa forma, no passado, os atrasos na expansão da capacidade instalada brasileira foram um grande problema na gestão dos recursos hídricos para a programação da operação do sistema elétrico brasileiro. Os modelos de planejamento decidiram ser seguro o uso da água considerando que um grande volume de oferta que entraria no futuro, em linha com o crescimento da carga no país. <strong>A carga subiu, mas a expansão não aconteceu, e foi um dos principais fatores atribuídos ao racionamento em 2001 e na crise do setor em 2012. A falta de alinhamento entre a expansão da geração e da transmissão é até hoje uma grande dificuldade.</strong></p>



<p>Em relação ao parque gerador, a expansão hídrica chegou ao seu limite por questões físicas e ambientais. O número de térmicas aumentou, e nos últimos anos o destaque se deu para as fontes eólica e solar por conta do incentivo à uma matriz renovável e descarbonizada. No gráfico a seguir, nota-se a evolução da participação das fontes de geração, e surpreende a retomada do valor de mais de 90% da geração através de renováveis, em que a eólica chegou a 19% de participação em agosto de 2022 e a hídrica a 79% em março de 2023.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Participação por Fonte na Geração de Energia Elétrica</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://www.infinityenergias.com.br/wp-content/uploads/2023/06/SYLVIA1-1-1024x501.png" alt="" class="wp-image-4759" width="726" height="354" srcset="http://www.infinityenergias.com.br/wp-content/uploads/2023/06/SYLVIA1-1-1024x501.png 1024w, http://www.infinityenergias.com.br/wp-content/uploads/2023/06/SYLVIA1-1-300x147.png 300w, http://www.infinityenergias.com.br/wp-content/uploads/2023/06/SYLVIA1-1-768x376.png 768w, http://www.infinityenergias.com.br/wp-content/uploads/2023/06/SYLVIA1-1.png 1360w" sizes="(max-width: 726px) 100vw, 726px" /></figure></div>


<p class="has-text-align-center">Fonte: <a href="https://www.ons.org.br/">ONS</a></p>



<p>Apesar da participação pequena, cerca de 3% da geração, a energia solar tem boa contribuição para a segurança do sistema, pois alivia significativamente o horário de pico, conforme indicado no gráfico adiante. Em março, a contribuição da solar no subsistema sudeste foi equivalente a cerca de 5% da carga às 11h da manhã, horário próximo ao pico da geração.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Geração média horária da energia solar</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://www.infinityenergias.com.br/wp-content/uploads/2023/06/SYLVIA2-1-1024x656.png" alt="" class="wp-image-4760" width="614" height="393" srcset="http://www.infinityenergias.com.br/wp-content/uploads/2023/06/SYLVIA2-1-1024x656.png 1024w, http://www.infinityenergias.com.br/wp-content/uploads/2023/06/SYLVIA2-1-300x192.png 300w, http://www.infinityenergias.com.br/wp-content/uploads/2023/06/SYLVIA2-1-768x492.png 768w, http://www.infinityenergias.com.br/wp-content/uploads/2023/06/SYLVIA2-1.png 1110w" sizes="(max-width: 614px) 100vw, 614px" /></figure></div>


<p class="has-text-align-center">Fonte: <a href="https://www.ons.org.br/">ONS</a></p>



<p>Sendo assim, hoje o cenário é de imensa oferta de energia renovável, em que os 5% de participação das térmicas se dá por inflexibilidade. Na representação gráfica abaixo, é possível observar como estão as curvas de oferta e demanda para todos os submercados. <strong>A mesma indica que a sobreoferta hídrica está em torno dos 25GW e a térmica em torno dos 15GW, o que justifica o preço no mínimo regulatório, ou próximo dele, já a quase 18 meses.</strong></p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Curva de Oferta e Demanda de Energia Elétrica</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.infinityenergias.com.br/wp-content/uploads/2023/06/SYLVIA3-1-1024x656.png" alt="" class="wp-image-4761" width="659" height="422" srcset="http://www.infinityenergias.com.br/wp-content/uploads/2023/06/SYLVIA3-1-1024x656.png 1024w, http://www.infinityenergias.com.br/wp-content/uploads/2023/06/SYLVIA3-1-300x192.png 300w, http://www.infinityenergias.com.br/wp-content/uploads/2023/06/SYLVIA3-1-768x492.png 768w, http://www.infinityenergias.com.br/wp-content/uploads/2023/06/SYLVIA3-1.png 1170w" sizes="auto, (max-width: 659px) 100vw, 659px" /></figure></div>


<p class="has-text-align-center">Fonte: <a href="https://www.ccee.org.br/">CCEE</a></p>



<p>Com esse volume de energia renovável e intermitente, as hídricas deixaram de exercer o papel exclusivo de geradoras de energia e passaram também a serem acionadas para segurança energética para estabilização do sistema. Por isso, deveriam ser remuneradas adequadamente pelos chamados “serviços ancilares” (de apoio à segurança do sistema elétrico) para poderem investir em modernização para tal serviço. Segundo o presidente da Eletrobrás, Wilson Ferreira Junior, a usina hidrelétrica de Sobradinho chegou a ser despachada 18 vezes em um único dia. O problema é que a turbina da usina hidrelétrica não foi feita para funcionar assim, e para que ela possa se modernizar, é necessário ser remunerada.</p>



<p>A geração predominantemente renovável com sobra energética também se deve ao elevado armazenamento em todos os subsistemas que no final de junho estão acima de 80% da sua capacidade máxima. Se a condição hídrica não fosse tão favorável, naturalmente seria necessário o despacho de mais térmicas, inclusive para a execução dos serviços ancilares.</p>



<p>Não se pode esquecer que, a Califórnia, Estado exemplo em energia limpa, sofreu em 2020 com falta de potência para atender o horário de pico depois do descomissionamento de 9GW de térmicas nos 5 anos anteriores. Uma seca acabou limitando parte da geração hidrelétrica e houve um descasamento no sistema em que a desmobilização do parque térmico foi maior que a capacidade que o sistema tinha para lidar com as variações de sazonalidade de carga e oferta. <a href="https://www.canalenergia.com.br/noticias/53144333/sem-termicas-california-sofre-com-falta-de-planejamento-e-descoordenacao-interestadual">[1]</a></p>



<p>A matriz predominantemente renovável é um projeto essencial para o desenvolvimento sustentável e  requer cuidados, porque é sabido que nenhum evento climático extremo dura para sempre.<strong> Da mesma maneira que o sistema brasileiro saiu da iminência de um racionamento de energia para a extrema abundância,</strong> <strong>o contrário pode acontecer.</strong> É imprescindível que os técnicos de planejamento não se deixem contaminar pelo presente e pela meta da matriz renovável, sem pensar devidamente nos riscos, inclusive do ponto de vista dos modelos de planejamento que no passado mostraram falhar quanto a isso.</p>
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		<title>Você sabe o que é Modelo Chuva-Vazão?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Infinity Energias]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 May 2023 17:30:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ENERGIA ELÉTRICA]]></category>
		<category><![CDATA[MODELAGEM]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Chuva-Vazão é um modelo que tem a finalidade de transformar a chuva prevista em vazão de um rio, e por isso sua aplicação no setor elétrico brasileiro, que é predominantemente hídrico, é tão importante.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em discussões do setor, é comum ouvir “O Chuva-Vazão subiu”, ou o “Chuva-Vazão caiu”, mas pouco se fala de fato sobre o que é o modelo. E você, sabe o que é o Chuva-Vazão?</p>



<p>Chuva-Vazão, na verdade, é um modelo que tem a finalidade de transformar a chuva prevista em vazão de um rio, e por isso sua aplicação no setor elétrico brasileiro, que é predominantemente hídrico, é tão importante. A previsibilidade das afluências futuras dos rios possibilita uma melhor previsibilidade também da operação do sistema elétrico.</p>



<p>A principal variável dos modelos de planejamento energético é a afluência, e é o Chuva-Vazão que retorna parte desses dados. Logo, durante a análise do preço da energia, saber se o modelo apontou para o aumento ou diminuição das vazões já é um primeiro sinal de que o preço pode cair ou subir, respectivamente, assim como para o operador do sistema é um indicativo de maior ou menor disponibilidade energética nos próximos dias.</p>



<p>Entretanto, o que pouco se sabe é que Chuva-Vazão é um tipo de modelagem, e não um modelo específico. A finalidade de se transformar chuva em vazão possui diversos modelos com princípios e fundamentos diferentes. </p>



<p>O “Soil Moisture Accouting Procedure” &#8211; SMAP [2] é o tipo de modelo Chuva-Vazão utilizado pelo ONS dentro da formação de preço, mas existem outros como o IPH II [1], o Hydrologic Modeling System (HEC-HMS) <a href="https://www.hec.usace.army.mil/software/hec-hms/">[3]</a> e a Curva-SCS [4].</p>



<p>O SMAP é um modelo determinístico, ou seja, o mesmo conjunto de dados de entrada sempre resultará no mesmo conjunto de saídas. Originalmente ele era constituído por três reservatórios hipotéticos representando a água reservada no solo (Rsolo), o escoamento superficial da bacia (Rsup) e o escoamento subterrâneo da bacia (Rsub), no entanto, posteriormente foi criado ainda um quarto reservatório de planície (Rsup2) como aprimoramento, conforme indicado pela Figura 1. <strong>A evaporação no modelo é considerada como perda.</strong></p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Figura 1 &#8211; Esquema Modelo SMAP/ONS</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.infinityenergias.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Captura-de-tela-2023-05-17-111406-1.png" alt="" class="wp-image-4605" width="501" height="421" srcset="http://www.infinityenergias.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Captura-de-tela-2023-05-17-111406-1.png 835w, http://www.infinityenergias.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Captura-de-tela-2023-05-17-111406-1-300x252.png 300w, http://www.infinityenergias.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Captura-de-tela-2023-05-17-111406-1-768x646.png 768w" sizes="auto, (max-width: 501px) 100vw, 501px" /></figure></div>


<p>O Rsolo, o Rsub e o Rsup2 são os primeiros reservatórios a serem enchidos pela chuva enquanto o Rsup é o último, por depender da variável de estado do Rsolo. A Figura 2 mostra a composição das diferentes vazões dos reservatórios hipotéticos na vazão total do rio.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Figura 2 &#8211; Tipos de Escoamento</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.infinityenergias.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Captura-de-tela-2023-05-17-1116492-1-1024x538.png" alt="" class="wp-image-4607" width="462" height="243" srcset="http://www.infinityenergias.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Captura-de-tela-2023-05-17-1116492-1-1024x538.png 1024w, http://www.infinityenergias.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Captura-de-tela-2023-05-17-1116492-1-300x158.png 300w, http://www.infinityenergias.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Captura-de-tela-2023-05-17-1116492-1-768x403.png 768w, http://www.infinityenergias.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Captura-de-tela-2023-05-17-1116492-1.png 1146w" sizes="auto, (max-width: 462px) 100vw, 462px" /></figure></div>


<p>Para a previsão de chuva, o ONS adotou como metodologia o uso de 3 modelos reconhecidos: GEFS (Global Ensemble Forecast System), ETA e ECMWF (European Centre for Medium-Range Weather Forecasts). A metodologia tem como objetivo encontrar pesos para cada modelo que compõe o conjunto de forma a minimizar o erro médio de um agrupamento de dias.</p>



<p>Com base nessas transferências da água entre os quatro reservatórios hipotéticos e nos dados de chuva e vazão passada, é realizada a calibração do modelo. A precipitação observada é calculada ponderando o peso de cada estação fluviométrica conforme sua representação espacial (5). Feito isso, o modelo recebe os dados de previsão de chuva e um algoritmo de otimização ajusta, dentro de uma faixa pré-estabelecida, os valores iniciais de escoamento de base, escoamento superficial e pesos da precipitação observada. Objetivo desse processo de otimização é o de reduzir ao mínimo o erro entre a curva calculada e a observada.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Figura 3 &#8211; Exemplo de ajuste entre a curva calculada e a observada</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.infinityenergias.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-syllll.jpg" alt="" class="wp-image-4611" width="358" height="330" srcset="http://www.infinityenergias.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-syllll.jpg 730w, http://www.infinityenergias.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-syllll-300x277.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 358px) 100vw, 358px" /></figure></div>


<p>O modelo SMAP/ONS é rodado por sub-bacia do SIN, e os valores que estão mais a montante do rio vão sendo somados para compor os valores a jusante. Assim, é possível saber qual a afluência no rio de cada usina do SIN para um determinado período. Hoje o SMAP é oficialmente utilizado em 15 dias de previsão, e a previsão para horizontes acima disso é feito através de modelos estocásticos.</p>



<p><strong>Apesar de ser um modelo consolidado, testado e reconhecido, o bom desempenho do SMAP depende de alguns investimentos que vão além da metodologia, especialmente na qualidade dos dados de entrada. </strong>Quanto à chuva observada, é necessário um número relevante de estações pluviométricas bem distribuídas em todas as bacias do SIN para adequada medição.</p>



<p>Para a obtenção do valor da vazão observada adequada seria importante o investimento em equipamentos e metodologias combinadas e profissionais qualificados para a tarefa. Já para a previsão de chuva se faz necessário o acompanhamento dos dados, dos novos modelos e de suas respectivas atualizações para que exista a garantia de que o melhor dado de chuva para as regiões servirá como entrada. O acompanhamento das parametrizações e calibração das bacias conforme suas caraterísticas também é um aspecto importante passível de monitoramento. A ocupação humana, novas políticas e diretrizes ambientais, entre outros fatores podem levar a mudanças nos valores de recessão de escoamentos, de recarga subterrânea, e até de evapotranspiração potencial. <strong>Um modelo bom só trará bons resultados se os dados utilizados nele forem tão bons quanto.</strong></p>



<p>[1] Tucci. C.E.N. 1998. Modelos Hidrológicos. Associação Brasileira de Recursos Hídricos, Editora Universitária UFRGS. Porto Alegre<br>[2] LOPES, J. E. G.; BRAGA, B. P. F.; CONEJO J. G. L. SMAP – A simplified hydrological model, applied modelling in catchment hydrology. Ed. V.P. Singh, Water Resources Publications, 1982<br>[4] USDA. (1986). Urban Hydrology for Small Watersheds TR-55. Natural Resources Conservation Service: Retrieved from<br>[5] ONS. Aplicação do modelo SMAP/ONS para previsão de vazões no âmbito do SIN.</p>
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